quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Encontro Portugal - Brasil

Mais um encontro blogueiro, mais uma amiga virtual que se transforma em amiga real. Mais uma pessoa que ganha forma na minha frente, com rosto, corpo, voz própria. Essa passagem do virtual para o real é maravilhosa e surpreendente. Até agora sempre me surpreendeu pela positiva. Tenho tido a sorte de ter atraído pessoas maravilhosas ao meu blog. Não tenho uma palavra má a dizer de ninguém, nunca na vida tive que apagar um comentário. Só me aparece gente boa!

Ontem foi um desses dias especiais, conheci a querida Beth, do blog Mãe Gaia, amiga brasileira com quem troco umas ideias já há algum tempo. Nesta sua viagem à Europa, Beth foi a Londres e agora veio a Lisboa, e querida como só ela, convidou-me para um lanche maravilhoso, em que trocámos ideias, histórias e risadas (palavra linda do português do Brasil) por quase duas horas. A conversa fluiu como se fossemos velhas amigas. A Beth passa uma energia boa, positiva. Encontrámos muitos pontos em comum e agora quando for ao seu blog comentarei com a memória de um animado fim de tarde numa esplanada da Avenida de Roma. Até à próxima, Beth.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Faróis

Mais um para a colecção.

Farol de Stª Marta

Dias felizes e luminosos, dias de sol e calor, dias para andar na rua, para viver outside.

Quem é que disse que era Outono?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A estupidez tem limites

Ou será que não tem? Vejam bem este caso. Uma actriz brasileira, que é sempre muito bem recebida em Portugal, retrata o nosso país desta maneira num programa da televisão brasileira.

Esta pessoa, para além de ser absurdamente ridícula, fútil, burra e xenófoba é também extremamente mal-educada, uma vez que faz questão de humilhar o país e o povo que tão bem a recebe.

O desprezo de alguns brasileiros por Portugal e pelos portugueses é antigo, mas nunca pensei que continuasse a ser proclamado e difundido em programas de televisão supostamente sofisticados e inteligentes.


sábado, 10 de outubro de 2009

Lisboa

Lisboa num dia de Outono com cheiro a Verão. Com sol e calor de 30º. Com aquela luz de Lisboa que a faz tão bonita.


Vale a pena viver aqui, por isso faço o apelo a todos os lisboetas que não se esqueçam de votar amanhã nas eleições autárquicas que são tão importantes como as legislativas.
A abstenção é uma vergonha, uma anulação do cidadão, que abdica do seu direito de voto tão arduamente conquistado. Sim, amanhã a meteorologia prevê outro maravilhoso dia de 30º, mas não deixem que a vontade de ir para a praia vos impeça de ir votar. As urnas estão abertas das 8h às 19h, por isso não há desculpa para não tirar 15 minutos do seu dia para ir votar. Lisboa agradece. Todas as autarquias do país agradecem. Por favor, votem.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Seremos mesmo pestes?

Eu não gosto de fazer generalizações. Muito menos generalizações contra o meu género. Não gosto de dizer mal das mulheres como um todo. E também não costumo entrar na conversa de que as mulheres são todas muito mázinhas umas para as outras, umas verdadeiras pestes. E isto apesar de no meu trabalho eu verificar isso mesmo há mais de cinco anos.

Neste momento trabalhamos no mesmo espaço diariamente 13 mulheres, e infelizmente, é um inferno. Zangas constantes, diz que disse constante, todas dizem mal umas das outras, e eu no meio a tentar não dizer mal de ninguém e a ouvir todas.

Quando tínhamos dois homens a trabalhar connosco, eles conseguiam desanuviar o ambiente, faziam piadas, acalmavam os ânimos e nunca ouvi da parte deles qualquer tipo de intriga contra os restantes colegas. Será que aquilo que eu sempre neguei é mesmo verdade? Será que as mulheres são mesmo umas pestes umas para as outras? Será que em ambientes profissionais só masculinos não existe este tipo de confusões?

Apesar das evidências, como já disse, eu não gosto de generalizar. Talvez estas mulheres específicas sejam intriguistas e conflituosas por natureza. Talvez eu tenha tido o azar de ir parar ao pior galinheiro do país! Logo eu que sou uma pessoa de paz e que adoro tranquilidade no trabalho sou obrigada a viver no meio destas tricas e confusões que tanto me chateiam.

Segundo as filosofias new age , nós atraímos as pessoas às nossas vidas consoante a nossa conduta, o nosso estado de espírito, a nossa forma de encarar a vida, etc. Mas que raio, algo está mal com a minha aura, devo estar com um problema de comunicação com o universo! Quando é que eu começo a atrair pessoas peace and love como eu?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Recordar a Diva

no 10º aniversário da sua morte.


Até custa a crer que Amália já morreu há dez anos. Como o tempo voa. Mas é bom ver que Portugal não a esqueceu nem vai esquecer tão cedo. Os projectos para celebrar esta efeméride multiplicam-se, sendo o mais interessante, na minha opinião, o projecto Amália Hoje. Magnífico o tema A Gaivota cantado pela poderosa voz de Sónia Tavares (fica para outro post).

Mas aqui fica a original, a única e inigualável Amália. A voz inesquecível duma mulher que sofreu toda a sua vida de uma gravíssima depressão e que se vivesse hoje andaria a tomar anti-depressivos e andaria tão alegre que nunca teria escrito estas palavras amarguradas que com tanto sentimento cantou.

Existe uma tendência muito grande para conotar Amália ao Estado Novo e ao Portugal triste e cinzento do tempo da outra senhora, mas a tristeza de Amália era só dela, vinha-lhe da alma. Não era o espelho de um país, era o espelho do seu coração.




E vocês gostam de Amália? Contem-me coisas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mudar de vida

Muda de vida, se não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não podes viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar


Quando era pequena sonhava com aventuras maravilhosas na minha vida de adulta. Nessa época eu desejava que a minha vida fosse um enorme filme do Indiana Jones. Cresci, e tornei-me uma adulta demasiado séria, a pessoa menos aventureira ao cimo da terra. Mudanças? Não. Deixa estar tudo como está. Pelo menos isto eu já conheço. Arriscar? Não. Deixem-me estar quieta aqui no meu canto.

Fiquei com muito medo de mudanças. Qualquer mudança era para mim um bicho de sete cabeças. Sentia a necessidade de mudar, mas não conseguia concretizar a mudança. Inventava mil desculpas, muitas delas válidas, para deixar tudo na mesma.

Desde há pouco mais de um ano estou a tentar mudar. Estou a tentar aceitar as mudanças, embarcar nelas sem medo do que elas me possam trazer. Arriscar, ainda é para mim muito difícil. Tenho medo do imprevisível. Mas agora já sou capaz de mudar, de fazer, de procurar aquilo que quero, apesar de os caminhos nem sempre serem fáceis.

Às vezes temos mesmo de mudar de vida.