sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antes e depois

Sabem aqueles pais que estão sempre a falar das gracinhas dos filhos? Às vezes chateiam um bocadinho, não é? Então e aqueles que falam dos sobrinhos?? Oops, confesso que pertenço ao grupo porque sou mesmo uma tia babada. Sou pior que muitos pais.

A minha sobrinha adora ver aqueles programas de transformações físicas, em que as pessoas chegam lá uns verdadeiros trambolhos e saem de lá umas verdadeiras estrelas de cinema. Diga-se de passagem que eu também gosto de ver e que vimos juntas muitos desses programas durante o verão. Eu sei, eu sei, não são os programas mais educativos do mundo, mas também não fazem mal a ninguém, pelo menos na minha opinião.

Depois de assistir a um desses programas ela pegou num pedaço de papel e começou a rascunhar qualquer coisa. Daí a pouco veio mostrar-me. Tinha feito um resumo do que ela achava ser necessário para uma boa transformação:



Gostei especialmente da coragem, do equilíbrio, da sensibilidade e do amor. Que crescida!
E as ilustrações são a cereja no topo do bolo. Escusado será dizer que guardei o papelinho e que o tenho guardado com outras preciosidades que esta miúda faz. Ela é mesmo fofa :)))

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ir é o melhor remédio


Sair, passear, andar por aí.

Seguir rio acima. Acompanhar o Tejo, sempre um bom companheiro.



Apreciar a beleza de um dia de Outono nas cores do rio e do céu.




Ir, é sem dúvida um dos grandes remédios para mim neste momento.

domingo, 3 de outubro de 2010

A melhor coisa do fim do verão?

As uvas. Principalmente quando são trazidas de lugares que amamos por familiares que nos trazem boas energias.


Este cacho gigante veio directamente da Beira Alta, mais precisamente das Boiçadas, um pedaço de terra que está na família da minha mãe há mais de quatro gerações. Doces e sem qualquer tipo de produto tóxico. São a coisa mais linda do mundo e uma grande compensação para os dias cinzentos que já começaram.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É a vida!

Às vezes acho que sou muito mais resistente do que penso que sou. Tenho, apesar das minhas fragilidades, uma grande capacidade de aguentar. Vou aguentando, aguentando até atingir o limite. Estas últimas semanas estive muitas vezes perto do limite, mas consegui sempre levantar-me da cama e ir trabalhar. Resisti, mais uma vez.


Têm sido semanas loucas. Semanas com uma quantidade de trabalho absurda e que o meu cérebro fraquinho e fragilizado não consegue gerir. Primeiro estive a aprender um novo trabalho, a ensinar a uma colega o meu antigo trabalho e a fazer um outro trabalho que recentemente me foi atribuido. Ontem fiquei responsável pelo novo serviço, mas nem por isso deixei de ser a responsável pelos outros dois que fazia antes. Estou então a fazer o trabalho que antes era feito por três pessoas.


Não consigo contar as vezes que chamam o meu nome durante o dia para me falarem de três áreas diferentes, exigindo às minhas petites células cinzentas que mudem de foco constantemente. Quando estou a tentar concentrar-me num trabalho, chamam-me com urgência para outro. E é assim o dia todo. Enfim, não sei por quanto tempo o Tico e o Teco se vão entender. Mas estou espantada por ainda não ter cedido. Senti-me já muitas vezes à beira de um breakdown. Não conseguiria dizer isto melhor em português. Esta palavra inglesa é perfeita ao combinar as ideias de quebrar e cair. Estive quase a quebrar e cair, mas ainda estou de pé.


Para somar a isto tudo sinto o desânimo de estar a gastar o meu cérebro com um trabalho que não me dá qualquer tipo de prazer, só stress, problemas e uns tostões no final do mês. A minha licenciatura em tradução está cada vez mais na gaveta e em cima da secretária, estão contas, receitas e despesas, acidentes escolares e auxílios económicos, processos do SASE e cartões escolares.


Acho que dá para entender porque não tenho actualizado o blog nos últimos tempo, porque já sabia que desta situação só saíria lamúria atrás de lamúria.


Mas o que vale é que, como já dizia a Scarlett O'Hara, tomorrow is another day e felizmente é Sábado.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

No bosque encantado

Estas fotos foram tiradas na Serra do Caramulo, na subida para o Cabeço da Neve. Parámos neste lindo bosque de pinheiros quase ao final do dia.


É engraçado como as fotos ficaram meio surreais, como se fossem imagens de um sonho. Nada melhor para ilustrar como me sinto neste momento: fora da realidade. Como se estivesse numa realidade paralela, espécie de universo onírico feito de sonho e pesadelo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Na Serra do Caramulo


Esta viagem à Beira Alta teve como destino principal a Serra do Caramulo, que não conhecia.

Fiquei surpreendida com a beleza da região, com a bio-diversidade da Serra, com as paisagens deslumbrantes.

Subimos ao Caramulinho, o ponto mais alto da Serra, a 1076 m de altitude e lá em cima a paisagem é de cortar a respiração. Senti-me no topo do mundo.


A sensação é maravilhosa, como se fossemos um com a natureza.


A quem não conhece, recomendo uma visita à Serra do Caramulo, porque vale mesmo a pena. Quem gosta de contacto com a natureza não se vai arrepender.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ir à terra

Muitos lisboetas têm outra terra para além da sua Lisboa natal, que é a terra dos seus pais ou dos seus avós. Eu tenho a sorte de ter duas terras. A terra do meu pai e a terra da minha mãe, mas apesar de adorar o Alentejo, (terra do meu pai), para mim "ir à terra" sempre foi ir à Beira Alta.

Já há algum tempo que não ía até à Beira Alta e confesso que só quando lá cheguei percebi as enormes saudades que tinha e de como a Beira Alta é também a minha terra.

Que saudades das casas de pedra, dos muros a delimitar os terrenos, dos pinheiros, dos castanheiros, dos carvalhos. Que saudades dos pequenos terrenos cultivados com feijão, milho, vinhas, batatas... Aqui cada um planta para si e para a sua família e quando há fartura ainda chega para os vizinhos.

Que saudades das manhãs frescas, envoltas em neblina e do sol quente que descobre por volta do meio-dia.


Fui à terra matar saudades.

Castanheiro carregadinho de ouriços que vão abrir e dar belas castanhas