2001: 93 homens para cada 100 mulheres
2011: 92 homens para cada 100 mulheres
2011
Homens Mulheres
47,9% 52,1%
Mais um produto que vamos ter que importar: homens.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
I love Cam
A série Uma Família Muito Moderna (Modern Family) é uma das que mais gosto de ver actualmente. Rir faz tão bem à alma e estes personagens maravilhosos fazem-me rir à gargalhada. Cam, é sem dúvida um dos meus preferidos. Aqui a expressar o seu imenso amor por Meryl Streep :) :) :)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Vamos ao cinema?
| Cinema Paraíso, Giuseppe Tornatore |
Depois dos livros, os filmes. Quando participámos no questionário sobre livros, a Moira sugeriu que poderíamos fazer uma coisa parecida com cinema. Achei a ideia interessante e comecei a pensar num questionário sobre os filmes que nos marcaram.
Quem quiser levar, esteja à vontade. E mesmo se quiserem fazer alguma alteração ou acrescentar alguma pergunta que achem pertinente, façam o favor :)
1. Existe um filme que nunca te canses de ver?
Nunca me canso de ver África Minha (Out of Africa), de Sydney Pollack, com os maravilhosos Meryl Streep e Robert Redford (lindo de morrer neste filme).
2. Algum filme te fez abandonar a sala de cinema a meio da sessão?
Sim. Fui ver Veludo Azul (Blue Velvet) de David Lynch com a minha irmã e lembro-me que saímos a meio do filme. Eu era muito novinha e acho que a minha irmã achou que era demais para mim, rsrs
3. Se escolhesses um filme para ser o filme da tua vida, qual seria ele?
É difícil escolher, mas talvez O Piano, de Jane Campion.
4. O que achas do cinema nacional?
Apesar de admirar imenso Manoel de Oliveira, um homem com uma carreira magnífica, premiada e longa (o senhor tem 102 anos e ainda filma), não consigo gostar dos filmes dele. Vi apenas dois, mas apesar de terem uma estética interessante são na minha opinião muito lentos e essa quase ausência de acção não me entusiasmou a ver mais nenhum.
Confesso que o cinema português não me faz muito ir ao cinema, por isso talvez tenha perdido obras bastante interessantes, como me disseram ser O Filme do Desassossego, de João Botelho. Vou tentar mudar a minha atitude.
5. Qual a cena mais bela e inesquecível que alguma vez viste num filme?
| Cinema Paraíso, Giuseppe Tornatore |
Em Cinema Paraíso, a sequência das cenas censuradas no passado e, como não podia deixar de ser, a cena do passeio de avião em África Minha.
6. Qual o ator ou atriz que te faz ir ao cinema?
Não perco um filme com Meryl Streep. Adoro-a. Mas há imensos atores que me levam ao cinema como Paul Giamatti, Ralph Fiennes, etc.
7. Tens algum autor/realizador preferido?
Gosto muito da humanidade de Clint Eastwood, do sentido de humor e da visão do mundo de Woody Allen, da sensibilidade de Jane Campion e tantos outros.
| Cinema Paraíso, Giuseppe Tornatore |
Um dos meus filmes preferidos de sempre é Uma História Simples (The Straight Story) de David Lynch, quando ele deixou de lado aquele seu surrealismo tão característico e se centrou no essencial. Lindo, lindo de morrer. Na minha lista também cabem O Piano, de Jane Campion e As Pontes de Madison County, de Clint Eastwood e Cinema Paraíso de Giuseppe Tornatore.
9. Qual o último filme que viste?
No cinema A Minha Versão do Amor (Barney's Version). Em casa um filme de 1983, Os Amigos de Alex (The Big Chill). Adorei ver o Kevin Klein tão novinho.
domingo, 19 de junho de 2011
O Navio
O Navio vem chegando ao cais
E com ele chega-me a saudade
Das terras quentes que percorri em sonhos,
Do mar morno em que tantas vezes me banhei
O Navio está cada vez mais próximo,
Mas a minha alma voa agora para longe,
Para destinos perdidos, que sinto como meus.
Terão sido meus um dia?
Viajo neles como em mim.
Só lá me encontro,
Só lá conheço o calor de ser eu.
Sei que estive lá um dia,
Sei que pisei aquele chão.
De novo voltarei a descer em ti
Terra de festa e de alma quente
Que canta o canto da vida.
Talvez, quem sabe, levada por um navio.
Escrevi este "poema" com a idade de 21 anos. É engraçado voltar a ele e ver a menina de 21 anos que fui. Enquanto crescia e até aos vinte e poucos anos costumava dizer que não devia ter nascido na Europa, mas sim em África ou no Brasil. O fascínio que sentia por essas terras era enorme e isso está bem refletido no texto. Existia em mim uma forte certeza de que só lá conseguiria ser feliz e completa.
Nestas linhas estão presentes também aquelas características da minha personalidade que acabariam por me fazer mais mal do que bem, o sonho, a vontade de evasão, o "só estou bem onde não estou", que levaram a muitos e muito anos de insatisfação. O que eu queria na verdade era fugir de mim e não sabia.
Agora acho que o lugar onde se nasce não tem na verdade muita importância e que ser feliz e completo está mais dentro da nossa cabeça do que em tudo o resto que gira à nossa volta, sejam lugares, bens ou carreiras. O fascínio por estas terras não desapareceu, apenas se transformou numa simples vontade de visitar lugares maravilhosos. Agora não espero que nenhum lugar do mundo me mude, me traga felicidade ou a sensação de ser completa. Isso terei que ser eu a encontrar dentro de mim e em mais nenhum lugar do mundo.
E o melhor de tudo é que vejo, que 15 anos depois, finalmente estou a conseguir encontrar.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Livros, livros e mais livros
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| Henry Lamb, 1933 |
1. Existe um livro que leias e releias várias vezes?
Na verdade dois, bastante diferentes um do outro. O Monte dos Vendavais, a história de um amor maior do que a vida, escrita com as entranhas por Emily Brontë e Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, uma história que nos mostra como as primeiras impressões podem ser enganadoras, escrita com uma mestria maravilhosa para retratar uma época, uma sociedade, um país e as suas fortes clivagens sociais.
Já li ambos 4 vezes e de vez em quando lembro-me de uma parte ou outra e vou relê-la.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Os de António Lobo Antunes, simplesmente não consigo passar da segunda página. Nada contra o autor, o problema é mesmo meu.
3. Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele?
Impossível escolher apenas um.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste?
Quero muito ler O Amor em Tempos de Cólera de Gabriel Garcia Marquez. Talvez seja o próximo. Mas tenho que confessar que agora estou numa fase de "Scandicrime", ou seja policiais escandinavos. É o meu novo vício e talvez intercale um scandicrime entre os dois Nobel :)
5. Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer?
Gostei muito do final de Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez, é inesquecível.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual o tipo de leitura?
Sempre gostei muito de ler e felizmente tinha muitos livros em casa. Quando era mais pequenina não largava a Gata Borralheira, adorava contos de fadas e princesas e claro os livros da Anita. Mais tarde devorava todos os livros da minha irmã da coleção Os Cinco, de Enid Blyton e a minha prima Fernanda fez-me a coleção toda de Uma Aventura de Ana Luísa Guimarães e Isabel Alçada, que eu adorava.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Sinceramente não me obrigo a ler livros que não gosto. Acho que a leitura deve ser um prazer e não um frete. Quando não gosto ou não consigo ler ponho de parte.
Felizmente sempre gostei dos livros de leitura obrigatória na escola e na faculdade por isso não me posso queixar.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
O Deus das Pequenas Coisas de Arundhati Roy, Do Amor e de Outros Demónios de Gabriel Garcia Marquez, O Tempo e o Vento - O Continente de Erico Verríssimo, Os Maias de Eça de Queiroz, A Letra Escarlate de Nathaniel Hawthorne, para dizer apenas alguns.
9. Que livro estás a ler neste momento?
Travessuras da Menina Má, de Mario Vargas Llosa.
Sintam-se todos desafiados para falar um pouco sobre os livros da vossa vida.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A minha versão
Adoro Paul Giamatti. Gosto da imagem dele tão diferente das típicas estrelas de cinema. Gosto da forma maravilhosa como dá vida a personagens "normais" e precisamente por isso, riquíssimos. Ele nunca é o galã, ele nunca é o herói, ele nunca é o príncipe que a menina sonhadora acha que encontrou, ele é sempre o homem comum, muitas vezes o looser, ou o tipo azarado que não tem sorte na vida nem no amor.
Em Barney's Version é também um tipo comum, com defeitos e qualidades. Não é certamente o príncipe encantado, mas também não é o sapo. Pura e simplesmente não é perfeito, mas quem é? Comete um erro e paga por isso, como tem de ser. Quantos safados cometem mil erros e nunca pagam por isso? Esses, os que se safam sempre, por mais porcarias que façam, os espertos desta vida, esses é que são os verdadeiros sapos.
O título em português não poderia deixar de ter a palavra amor, claro, assim ganhou o nome de A Minha Versão do Amor. É impressionante a quantidade de vezes que a versão portuguesa acrescenta a palavra amor a um título original. Só posso deduzir que o amor vende muito em Portugal.
Mas o filme não é só sobre o amor, isso seria muito redutor, o filme é também sobre escolhas, erros, tropeções da vida, acidentes de percurso, a doença e a importância das ligações familiares e sociais.
Em suma, gostei de rever o meu amigo Paul, num dos seus papéis de gente comum, os melhores e os mais interessantes, na minha humilde opinião.
domingo, 8 de maio de 2011
Dar graças
Não sou de maneira nenhuma fanática da cultura americana, mas sempre admirei a celebração do Dia de Acção de Graças. Acho bonito que o feriado ou a festividade mais importante para um povo seja um dia em que se dá graças pelo que se tem.
Hoje senti uma vontade muito grande de dar graças pelo que tenho. Vontade e necessidade.
Dou graças pela minha mãe, pela minha irmã, pela minha sobrinha. Dou graças pela minha amiga A. Dou graças pelo sol, pelo céu azul, pelas nuvens brancas de algodão. Dou graças pelas flores que nascem nas pedras. Pelas árvores que chegam ao céu.
Dou graças pela vida.
Dou graças pela vida.
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