quinta-feira, 21 de agosto de 2008

I love Clint

Eu sei que ando muito atrasada nos filmes, mas só agora vi The Flags of our Fathers, do maravilhoso Clint Eastwood, um dos meus realizadores preferidos. Palavras para quê? O filme é muito bom e isto diz tudo. Não se esperava outra coisa de Clint Eastwood.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A vulgaridade do crime

Lembram-se do tempo em que Portugal era um país tranquilo e pacato onde a criminalidade se resumia ao gamanço de carteiras nos transportes públicos? Onde os assaltantes só queriam mesmo era roubar? Pois é, esse tempo acabou. Agora os assaltantes fazem questão de matar também. Hoje, mais um homem foi baleado num assalto a uma ourivesaria. Agora, todos os dias alguém é baleado neste país, seja num assalto, seja numa rixa entre gangs rivais seja no que for. Parece que entrámos para o clube dos países onde a criminalidade violenta é "normal".

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Aconteceu na Argentina

Mais um excerto do livro Aconteceu na Argentina:

"(...) "Carlos", disse ela, "está a acontecer uma coisa na Plaza de Mayo que tu tens que ver."
"E não pode esperar?"
"Não", respondeu ela, "estão lá umas mulheres a fazer uma manifestação."
"E ainda não aconteceu nada?"

Toda a gente sabia que o regime havia proibido ajuntamentos públicos. (...) As novidades de Esme entusiasmaram Carlos, que punha a hipótese de a manifestação significar que os generais haviam mudado de maneira de pensar.

(...) Assim que Esme e Carlos chegaram à praça, este percebeu que os cartazes continham epitáfios e que o denominador comum destas mulheres era serem mães. As fotografias dos desaparecidos estavam no centro de cada cartaz, e debaixo destas liam-se as incrições a letras pretas e gordas:

ONDE ESTÁ RUBÉN MACIAS?

ONDE ESTÁ JULIA OBREGON?

PARA ONDE LEVARAM A MINHA FILHA E O MEU NETO?

Conforme as mulheres passavam, caminhando silenciosamente, ele quase conseguia ouvir a angústia das suas perguntas, mas esse som imaginário era menos perturbador do que os rostos das mães e dos que tinham desaparecido de suas vidas."

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Aconteceu na Argentina

Acabei agora de ler o livro Aconteceu na Argentina, de Lawrence Thornton. Não conhecia o autor, nem o livro. Descobri-o no outro dia na estante da minha irmã e resolvi lê-lo. É um livro interessante, que me fez conhecer um pouco mais de um período negro da história da Argentina, a ditadura que durou de 1976 a 1983.
Carlos, Cecília e Teresa são uma família feliz, até ao dia em que Cecília, jornalista, escreve um artigo que não agrada aos generais:
"(...) Cecília, com os seus artigos, já acenava e chamava a atenção dos generais. O último que ela escrevera tinha como tema a questão de uns alunos de liceu em La Plata terem andado a protestar pedindo transportes públicos a preços mais acessíveis. Os generais interpretaram as suas queixas como "subversão nas escolas" e, uma semana depois, foi encontrado um autocarro abandonado numa estrada secundária do interior. Tudo o que restava, dos quinze alunos que tinham constituído a carga de passageiros, era três livros do currículo obrigatório do liceu e o casaco de malha de uma garota. Cecília perguntava até quão baixo estavam os generais dispostos a chegar e pedia a libertação imediata das crianças.(...) Na tarde em que o artigo foi publicado, Cecília desapareceu.
Gosto de pensar que, quando tudo aconteceu as palavras dela ainda pesavam no ar; que, enquanto os polícias se aproximavam da Calle Cordova, aquelas palavras ainda soavam na cabeça de milhares de argentinos; e que aqueles que emitiram a ordem de rapto se sentiram frustrados por se saberem incapazes de raptar também as palavras de Cecília, de destruir o que ela tinha escrito e publicado."
To be continued...

Munique


Só agora tive oportunidade de ver o filme Munique, de Steven Spielberg, (graças à amigona Lena) e não resisto a falar um pouquinho nele. Vou tentar não entrar em política, porque para mim o conflito israelo-palestiniano é tão complexo, que não me permito tomar partidos aqui no blog. E creio que o filme também não o faz. Conta a história dum grupo de israelitas que tem como missão assassinar 11 árabes envolvidos na planificação do ataque que vitimou 11 atletas israelitas nas Olimpíadas de Munique. O filme mostra de forma pungente o drama de um homem "normal" que de repente tem a missão de vingar o seu país, matando. E ele pergunta no fim do filme: "isto fez de mim um assassino?" É uma questão muito interessante que fica sem resposta. Imaginamos que aquele homem nunca mais vai conseguir deitar a cabeça na almofada e dormir descansado. Vai ser aterrozidado pelo drama dos que ele foi chamado a vingar e dos que foi chamado a matar. O ódio, o terror, a cegueira ideológica, parecem não ter fim. Nem no filme, nem infelizmente na vida real.

sábado, 16 de agosto de 2008

Monte Estoril

Mais um dia de praia. Huuum. Tão bom!

Cascais