segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A fútil e a rata de biblioteca

As pessoas adoram esteriótipos. Adoram generalizar. É tão fácil pôr etiquetas nos outros, encaixá-los nesta ou naquela gaveta. As mulheres que gostam de ler são umas chatas que usam óculos tipo fundo de garrafa. As mulheres que gostam da série Sexo e a Cidade são umas fúteis, cabecinhas ocas, que não conseguem pensar em mais nada a não ser em roupas e sapatos. Eu acho que isso só revela uma visão muito redutora do mundo e sobretudo das mulheres!

Mas porque é que uma mulher não pode gostar de literatura e de sapatos ao mesmo tempo? E porque é que uma mulher que gosta de seguir as aventuras da Carrie Bradshaw tem que ser obrigatoriamente fútil? Desde quando é que uma mulher culta não pode ser elegante? Ai que cabecinhas tão estreitas...


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Bones

A única série de temática criminal que eu ainda sigo é Ossos. Perdi a pachorra para todas as outras. Fartei-me de tanto crime, tanto serial killer. Cruzes!!!
Ossos é especial, adoro a dupla formada pela cientista céptica e o investigador todo ele sentimento. A relação deles é giríssima. Ao conflito intelectual opõe-se a confiança profissional e claro a óbvia atracção que sentem um pelo outro. Long live Agent Booth e Dr. Brennan.

Um gato pouco fedorento

Neste Domingo vi pela primeira vez o novo programa dos Gato Fedorento na SIC, o Zé Carlos. Como sempre, estava com grandes expectativas porque sempre gostei dos Gatos, mas para tristeza minha não achei piadinha nenhuma a nada. Achei a coisa tão fraca. Ai que desilusão! Agora valem-me Os Contemporâneos que estão cada vez melhores.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Butterfly

Encontrei uma borboleta no chão. Fora do seu elemento. Afastada da sua vocação: voar bem alto, trazer alegria com o seu brilho, com a sua cor, com o seu movimento.
Encontrei uma borboleta no chão. E senti-me um pouco como ela.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Le Clézio e Frida

Auto-Retrato, Frida Kahlo
Andei nos últimos tempos convencida de que desconhecia completamente a obra do Nobel da Literatura deste ano. Para além dum conto que li na faculdade e do qual já nem sequer me lembro do nome (podia ir ver mas estou com preguiça!), estava convencida que nunca tinha lido nada de Le Clézio. Mas enganei-me. Li um livro e por acaso até gostei muito, retrata a vida de Diego Rivera e Frida Kahlo e chama-se simplesmente Diego & Frida. É uma biografia muito bem escrita e interessante. A vida destes dois foi digna de livro, filme, tudo e mais alguma coisa: é fascinante e perturbadora ao mesmo tempo e o livro espelha isso muito bem.
O "problema" é que o livro em questão não é muito representativo da obra do autor, porque é uma biografia. Ou seja, fico na mesma, não conheço a obra de Le Clézio. Mas também não estou muito preocupada com isso. Há muitos Nobel que eu não li e não me sinto diminuída por isso. O Nobel é uma garantia de qualidade mas não me garante a mim que eu goste da obra.
Mas uma coisa Le Clézio fez por mim, fez-me ter um certo fascínio por essa criatura estranha e talentosa que foi Frida Kahlo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Colin, és como o Vinho do Porto!

"Apaixonei-me" por ele quando o vi pela primeira vez na pele de Mr. Darcy, na adaptação da BBC de Orgulho e Preconceito. Desde então a "paixão" ainda não esmoreceu. Sou só eu que acho que ele está cada vez mais charmoso?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Vive la Fête du Cinéma Français

Este mês decorre por todo o país a Festa do Cinema Francês, mas aqui em Lisboa acabou neste fim-de-semana. Como todos os anos, lá fui eu ao meu cinema preferido de Lisboa, o São Jorge, ver um filme do qual nunca tinha ouvido falar, mas que acabei por adorar. "Survivre avec les loups" foi um filme que me emocionou e que, para variar, me fez chorar. Muito. Um filme sobre uma menina que é a própria força, a própria coragem personalizadas num frágil corpo de 8 anos.
A acção decorre durante a 2ª Guerra Mundial e tem início em Bruxelas. Misha, vive com os pais, judeus, até ao dia em que estes são deportados. A família que a recolhe acaba por querer desfazer-se dela e ela foge com a intenção de procurar os pais que ela sabe terem sido levados para Este. Com a ajuda de uma bússola percorre a pé a Bélgica, a Alemanha e a Polónia. Todos com quem se cruza a tratam mal, à excepção de uma loba que a acolhe e a deixa entrar na sua família...
Como não sou crítica de cinema, e também não consigo dizer aquilo que queria sobre este filme, deixo aqui o que alguns críticos escreveram: "Odyssée fabuleuse, conte de fées, acte de foi et page d´histoire, "Survivre avec les loups" est tout cela à la fois. Un film sur l'Holocauste mais qui s'attarde d'abord sur l'énergie de vie et l'alchimie des rencontres. Un film sur l'impossible, mais où la volonté triomphe"- TéléCinéObs

"(...) à la fois épopée, tragédie, comédie, leçon de sagesse et des choses, traité d'éducation qui renvoie tranquillement aux origines premières, à Romulus, à Remus, à Mowgli, à la naissance des mythes et à la source du courage(...)"- Le Nouvel Observateur