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| Girl at Sewing Machine (1921), Edward Hopper |
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
A velhinha máquina de costura da minha mãe
A minha mãe tem em casa uma máquina de costura Singer antiga, que eu sempre achei linda, mas que nunca aprendi a usar. Aquilo sempre me pareceu uma coisa muito complicada de usar e eu achava que só a minha mãe lhe conhecia as manhas. Agora, mais paciente, vou tentar aprender a costurar nela.
A máquina foi comprada em 1938. A minha mãe ainda guarda os papéis originais da compra e as instruções. Ela foi "herdada" da madrinha da minha irmã, que era prima da minha avó. É uma verdadeira antiguidade.
Ao pesquisar um pouco sobre estas máquinas antigas deparei-me com ideias muito giras de decoração com antigas máquinas de costura, especialmente usando as estruturas em ferro, algumas bastante trabalhadas. A nossa é muito simples, mas mesmo assim acho que é uma peça bonita.
Ao pesquisar um pouco sobre estas máquinas antigas deparei-me com ideias muito giras de decoração com antigas máquinas de costura, especialmente usando as estruturas em ferro, algumas bastante trabalhadas. A nossa é muito simples, mas mesmo assim acho que é uma peça bonita.
Mesmo que não consiga aprender a costurar nesta "antiguidade", acho que, nem a minha irmã nem eu, nunca nos vamos desfazer dela, pois para além de ser uma recordação de família é sempre uma peça digna de reabilitar e pode ser usada das mais variadas formas. Adorei estas ideias:
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Doce Outono: Figos Secos
Gosto de viver ao sabor das mudanças de estação. Gosto de comer aquilo que a época nos dá. Gosto de comer figos frescos no Verão e figos secos no Outono e no Inverno. Gosto da sabedoria antiga de secar os figos ao sol durante o abundante Verão para depois comer no austero Inverno.
Há um problema no meio disto tudo, é que o figo seco é muito rico em fructose. Quem tem problemas com consumo de fructose não deve abusar.
Eu não gosto de abusar na fructose, mas adoro figos secos e faço esta concessão. Tenho andado com muita vontade de comer doces. A compulsão do açúcar reduziu bastante, mas volta sempre que a nível psicológico me sinto mais frágil. Volta com menos força, mas volta.
Então apareceu a vontade de fazer uns bolinhos que levassem os doces figos secos e o resultado foi este:
Ingredientes:
1 chávena de farinha sem glúten Doves Farm
1 chávena de flocos de aveia (isentos de glúten) triturados
2/3 chávena de açúcar amarelo
1/2 chávena de manteiga derretida
3 ovos
1/2 colher de café de goma xantana
2 colheres de sopa de mel
Figos secos a gosto
Preparação:
Triturar os flocos de aveia até obter uma farinha o mais fina possível. Misturar a farinha sem glúten, a aveia, e a goma xantana. Bater a manteiga, o açúcar e os ovos. Acrescentar a mistura de farinhas e bater. Acrescentar o mel e bater mais um pouco. Cortar os figos em pedaços e juntar à massa. Pode deixar alguns pedaços de figo para deitar por cima da massa antes de ir ao forno, para que fiquem ao de cima.
Levar a forno pré-aquecido por 12 a 14 min. ou até o palito sair limpo.
Então apareceu a vontade de fazer uns bolinhos que levassem os doces figos secos e o resultado foi este:
Uns bolinhos de aveia e mel com pedacinhos de figos secos
Ingredientes:
1 chávena de farinha sem glúten Doves Farm
1 chávena de flocos de aveia (isentos de glúten) triturados
2/3 chávena de açúcar amarelo
1/2 chávena de manteiga derretida
3 ovos
1/2 colher de café de goma xantana
2 colheres de sopa de mel
Figos secos a gosto
Preparação:
Triturar os flocos de aveia até obter uma farinha o mais fina possível. Misturar a farinha sem glúten, a aveia, e a goma xantana. Bater a manteiga, o açúcar e os ovos. Acrescentar a mistura de farinhas e bater. Acrescentar o mel e bater mais um pouco. Cortar os figos em pedaços e juntar à massa. Pode deixar alguns pedaços de figo para deitar por cima da massa antes de ir ao forno, para que fiquem ao de cima.
Levar a forno pré-aquecido por 12 a 14 min. ou até o palito sair limpo.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Avelãs para dar as boas vindas ao Outono
Quando eu era pequena meti na cabeça que não gostava de avelãs. Depois, já adulta, evitava tudo que tinha avelã com base nessa ideia. Acho que com a idade algumas esquisitices vão embora (aparecem outras!) e agora eu acho o sabor da avelã muito agradável.
O Verão este ano foi fraco, por isso não estávamos com muita saudade do Outono, mas de qualquer maneira ele está aí, agora oficialmente, por isso há que recebê-lo de braços abertos e eu acho que avelãs sabem a outono.
Uma vizinha esteve de férias na quinta dos pais no norte e touxe-me uma grande quantidade de avelãs super saborosas. Como eram muitas eu comecei logo a pensar em como usá-las nuns bolinhos. Tinha também ainda algum coco ralado que não sabia bem como usar e resolvi juntar as duas coisas. Triturei muito bem as avelãs e triturei também o coco ralado para ficar o mais fininho possível. Juntei tudo e usei como parte da farinha dos bolinhos. Como foi uma primeira experiência resolvi fazer pouca quantidade só para ver qual seria o resultado.
Fiz assim:
Ingredientes
3/4 chávena de avelãs trituradas
2 colheres de sopa de coco ralado triturado
1/2 chávena de farinha sem glúten (Doves Farm Self Raising White Flour)
1/2 colher de chá de canela
1/2 chávena manteiga derretida
2 ovos
3/4 chávena açúcar amarelo
Preparação
Combinar a avelã, o coco, a farinha e a canela num recipiente.
Combinar a manteiga, os ovos e o açúcar e bater por 30 segundos.
Incorporar lentamente os ingredientes secos e bater por 1 minuto.
Levar ao forno e voilá!
O resultado ficou bastante agradável.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Pão de Linhaça
Nas duas semanas que estive de férias em Julho portei-me muito mal, ou seja, comi tudo o que me apeteceu comer. Comi muito açúcar, comi muito pão de trigo alentejano, enfim, férias são férias e eu quis relaxar completamente e como não estava em casa era difícil manter a alimentação que normalmente faço.
Agora que voltei à rotina do trabalho voltei às preocupações alimentares e senti vontade de desintoxicar o organismo. Vi este pãozinho muito simples aqui e senti logo vontade de fazer.
Como sempre não segui a receita à risca porque não tinha coco em casa, então usei a farinha sem glúten que costumo usar, esta.
Fiz assim:
Ingredientes
5 ovos
1 chávena de linhaça dourada bem triturada
1 chávena de farinha sem gluten
2 colheres de sopa de azeite
meia chávena de água
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de fermento
Preparação
Separe 3 claras das gemas. Bata as claras em castelo e reserve. O restante dos ovos e das gemas passe pela peneira. Na batedeira misture os ovos e todos os outros ingredientes excepto o fermento. Quando estiver homogénio adicione o fermento e as claras em castelo e incorpore com delicadeza.
Coloque numa forma a gosto e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 25 minutos ou até o palito sair limpo.
Congelei metade em fatias e depois de descongelado fica igualmente bom.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Alfarroba
Andava curiosa sobre a farinha de alfarroba, queria conhecer melhor a sua textura e trabalhar com o seu sabor achocolatado. Comprei um pacotinho e comecei a experimentar. Fiz algumas tentativas de biscoitos mas não saíram grande coisa, basicamente porque eram adaptações de receitas com glúten. Depois procurei melhor e encontrei esta receita, que me agradou.
Segui a receita na íntegra, com excepção do açúcar de côco e da stevia que substitui por açúcar amarelo, aumentando a dose para 50 gr. Usei pela primeira vez o óleo de côco que acho que dá um aroma muito leve e agradável aos biscoitos. Gostei.
Os biscoitos ficam realmente com um leve sabor achocolatado, que é muito agradável. Esta é uma receita para repetir.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Thought worm/ Ear worm
True Detective mexeu comigo. De tal forma que ainda sou assolada por imagens, diálogos e ambientes três dias depois de ter terminado de ver. E a música não me sai da cabeça.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Beijus de Tapioca
Aquilo que neste post eu dizia ser impossível de fazer em Portugal é afinal muito fácil. Graças à inspiradora Neide, percebi que é muito fácil fazer o chamado Beiju de Tapioca através do polvilho doce. Segui as instruções da Neide, neste e neste post e voilá: o beiju.
É muito fácil:
250 gr polvilho doce
125 ml água
Pitada de sal
Lentamente vamos deitando a água e amassando o polvilho, que vai formando torrões.
Depois é só peneirar em cima de uma frigideira anti-aderente e fazer o beiju, um ou dois minutos de cada lado e já está.
A farinha pode guardar-se hidratada no frigorífico durante 3 dias coberta com um pano húmido. A qualquer hora tiramos, puxamos da frigideira e fazemos uns beijuzinhos maravilhosos.
O primeiro que fiz comi com banana e mel, uma ideia que eu tinha fisgada e é muito bom. O sabor neutro da tapioca vai bem com tudo e adoro a sua textura de goma.
Tenho que dizer que estou fã do beiju em todas as suas formas. Já experimentei doces e salgados e até simplesmente barrado com manteiga. Como diz a Neide, nhac!
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Dilemas alimentares
Há certos hábitos que são difíceis de quebrar. Gosto de leite, da textura, do sabor, de como acompanha bem um pãozinho, umas bolachas, cereais, de como se pode tão facilmente cozinhar com leite, fazer umas panquecas, um mingauzinho, etc. Para mim é difícil achar substitutos que cumpram todos os requisitos. Já comprei várias vezes leite de amêndoa, por exemplo, mas não me sinto confortável a aquecê-lo ou cozinhá-lo e eu gosto muito de cozinhar com leite.
Nesta tentativa de substituir o leite resolvi fazer o leite de amêndoa em casa para poder fazer estas panquecas. O leite ficou bom, muito bom e fez umas panquecas deliciosas, mas confesso que não tenho paciência para fazer disto uma prática comum. Juro que admiro as pessoas que fazem tudo em casa e numa vida ideal é isso que eu defendo, consumir alimentos de verdade, não processados, mas por outro lado eu sou aquela pessoa que adora a liberdade de abrir o frigorífico, retirar um pacote que comprou no supermercado e usar. Dilemas da vida moderna.
Voltando ao leite de amêndoa, como se sabe, o resultado de fazer leite de amêndoa é uma quantidade absurda de polpa de amêndoa que eu nunca na vida iria desperdiçar. Encontrei esta receita que me pareceu interessante e fiz uns biscoitinhos de amêndoa e chocolate branco.
Sou 100% a favor de aproveitar o que se tem em casa e por isso quase sempre altero as receitas. Neste caso troquei o chocolate negro pelo branco porque era o que tinha em casa. Do resto segui a receita na íntegra e ficaram muito bons.
Termino por dizer que, segundo algumas informações que tenho recolhido, o consumo exagerado de amêndoas pode ser prejudicial. Por isso deixo um link com informações detalhadas sobre esse assunto, de um blog que me parece sério na sua abordagem dos alimentos. E deixo também o conselho: consumam amêndoas com moderação.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Panquecas de Banana
Fazer uns bolinhos de frigideira é a coisa mais fácil do mundo e o resultado é sempre bom. As panquecas são muito versáteis, podem ser servidas com qualquer tipo de acompanhamento a gosto ou mesmo simples, sem nada a acompanhar.
Estas são sem glúten e sem lactose e são igualmente saborosas. A mistura da amêndoa e da banana dá-lhes um sabor muito agradável.
Ingredientes:
1/2 chávena de farinha sem glúten (usei esta)
1/2 chávena de amêndoa triturada
1/2 chávena de leite de amêndoa caseiro
3 ovos
pitada de sal
uma banana madura
Preparação:
Junte todos os ingredientes na misturadora por 30 seg. Deixe a massa repousar 1 minuto. Entretanto aqueça a frigideira com um bocadinho de manteiga. Quando começarem a aparecer as bolhas na panqueca vire para cozinhar do outro lado por 1 minuto.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Stevia
Aqui há uns tempos, a minha vizinha do lado deu-me uma folhinhas de stevia ainda verdes. Eu já tinha ouvido falar da stevia, claro, mas nunca tinha usado, porque nunca me tinha dado para comprar e confesso que não sabia muito bem o que fazer com as folhinhas. A minha vizinha só me disse que as folhas deveriam secar ao ar livre e depois ser moídas até ficarem num pozinho.
Eu tratei logo de deixar as folhas na varanda alguns dias a secar, mas depois já não sei porquê guardei-as num frasquinho e nunca mais me lembrei delas.
A minha memória é péssima, essa é uma das razões porque eu estou a diminuir o açúcar, tenho muito medo dos danos que ele pode causar no cérebro, principalmente num cérebro já fraquinho e condenado pela genética. Mas enfim, uns tempos depois ao ler umas coisas sobre os substitutos do açúcar lembrei-me que tinha por aí um frasquinho com a preciosa planta. Será que estaria em condições? Estava ótima.
O processo é um bocado chato, temos que moer as folhas e peneirá-las várias vezes e voltar a moer e nunca consigo que fique mesmo em pó. Talvez esteja a fazer alguma coisa mal, não sei. Ou provavelmente estou a usar métodos retrógrados, alguém ainda usa o almofariz?
Até agora só tenho usado para adoçar os meus abacates. Antes eu batia os abacates com o sumo de uma laranja e mel. Ficava divinal, mas... demasiada frutose, certo? Agora bato os abacates com a stevia e um bocadinho de linhaça triturada, depois acrescento algumas sementes de sésamo e girassol.
Eu quase nunca tenho muita fome de manhã, principalmente quando me levanto cedo e uma coisinha assim leve para mim é o suficiente para começar o dia. Faço isso uma a duas vezes por semana.
| As folhinhas secas da stevia |
| A peneirar, para retirar os filamentos das folhas |
| Depois de moída e peneirada, mas ainda um pouco grossa |
Se alguém souber como tornar a stevia mais fininha, aceitam-se sugestões. Nunca experimentei em bolos e sinceramente não me sinto muito tentada. Tenho lido coisas contraditórias sobre a stevia e ainda não me sinto suficientemente segura para usar com confiança. Depois se verá.
domingo, 27 de abril de 2014
Muffins de Limão
Como o limoeiro do meu quintal alentejano estava carregadinho de limões aproveitei para trazer um saco cheio para mim e outro para a minha irmã. Dá sempre jeito ter limões em casa e estes são 100% biológicos. Aquela árvore nunca levou qualquer tipo de químico e mesmo não percebendo nada de agricultura fico surpreendida com a quantidade de limões que ela produz ao longo do ano. Está quase sempre com frutos, é incrível.
Claro que com tantos limões em casa tinha que fazer alguma coisa de limão. Inspirei-me muito livremente nesta receita e fiz uns simpáticos muffins de limão. Não tinha semente de papoila em casa, nem farinha de sorgo, nem fécula de batata, por isso improvisei com os ingredientes que tinha à mão e acho que resultou muito bem.
Ingredientes:
1 e 1/3 chávena de farinha sem glúten
1/3 chávena de flocos de aveia
2/3 chávena de açúcar amarelo
1/2 chávena de manteiga
2 ovos
sumo de um limão
zest de um limão
1 colher de sopa de linhaça
1 colher de sobremesa de mel
Preparação:
Misturar a farinha e os flocos de aveia. Separadamente bater a manteiga, o açúcar e os ovos. Acrescentar a farinha com a aveia e bater. Acrescentar o sumo e o zest de limão e o mel e bater bem. Por fim acrescentar a linhaça e mexer com uma colher de pau. Assar 25 minutos em forno médio.
Esta receita não encheu a forma de muffins completa, deu só 11 muffins pequenininhos, mas muito saborosos.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Primavera no Alentejo - Instantâneos
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Alimentação - O que podemos comer?
Nisto da alimentação, como em tudo na vida, é preciso equilíbrio e bom senso. Eu já aqui disse, que não vou riscar nenhum ingrediente da minha alimentação apenas reduzir alguns que acho que me fazem mal: o açúcar, o glúten e o leite. Reduzir não é cortar radicalmente da nossa dieta. Na minha opinião uma alimentação bem variada é a mais saudável de todas. Se abusamos de alguns ingredientes e eles nos fazem mal é mais provável que venhamos a sentir os seus efeitos negativos, mas se variarmos bastante a nossa alimentação mais dificilmente seremos contaminados pelos efeitos negativos dos alimentos.
Digo isto porque acabei de ver num artigo no Facebook, que a linhaça, um alimento altamente elogiado pelas suas qualidades, e que eu consumo com alguma regularidade, está contaminada com excessivos níveis de estrogénio o que pode ser muito prejudicial para a saúde. Afinal o que podemos nós comer?
Se levarmos em consideração cada novo estudo que surge diariamente, deixamos de comer por completo. Acredito que a linhaça tenha algum tipo de contaminação, como aliás quase todos os alimentos atualmente, mas nós não precisamos de comer linhaça todos os dias. Assim como não precisamos de comer trigo todos os dias. Eu costumava comer trigo/glúten todos os dias, praticamente a todas as refeições, agora como talvez uma refeição com trigo/glúten dia sim dia não.
Na minha modesta opinião, ao riscarmos um elemento radicalmente da nossa dieta, podemos inadvertidamente substituí-lo por outro que poderá fazer tão mal ou pior.
| Linhaça |
Na minha modesta opinião, ao riscarmos um elemento radicalmente da nossa dieta, podemos inadvertidamente substituí-lo por outro que poderá fazer tão mal ou pior.
Por isso para mim, o melhor continua a ser variar o mais possível.
Se uma pessoa leva isto demasiado a sério enlouquece, por isso é preciso calma na hora de mudar a alimentação e muita calma na hora de dietas radicais.
O meu lema continua a ser procurar o equilíbrio, sempre.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Bolo de Cenoura sem glúten
Continuando neste processo de estudar e experimentar receitas sem glúten deparei-me com este blog. Nele já encontrei várias receitas interessantes e também várias dicas para tornar os bolos/biscoitos/etc sem glúten mais saborosos. Descobri por exemplo que um bolo sem glúten, para ficar mesmo bom, deve misturar várias tipos de farinhas e ingredientes de várias texturas para ficar com uma consistência mais agradável.
Há já algum tempo que andava à procura de um bolo de cenoura alternativo à clássica receita que todos conhecemos.
Inspirei-me neste bolo de cenoura e o resultado foi mesmo muito bom. Usei esta farinha, que é uma mistura de farinha de milho, mandioca, arroz, batata e trigo sarraceno.
Como fiz algumas alterações fica aqui a receita:
Ingredientes:
3 ovos
2 chávenas de farinha sem glúten
1 chávena de açúcar amarelo
1 iogurte natural
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de gengibre
4 cenouras
1/3 chávena de passas douradas
1/2 chávena manteiga sem sal
Começar por bater os ovos; depois juntar a manteiga derretida e bater com os ovos; acrescentar o açúcar amarelo e bater até ficar macio. Juntar o iogurte, o mel a canela e o gengibre. Acrescentar a farinha batendo sempre. Acrescentar as cenouras finamente raladas e as passas e mexer com uma colher de pau.
Assar em forno pré-aquecido durante aproximadamente 45 min.
Como estou nesta viagem de reduzir também o excesso de açúcar, reduzi a quantidade de passas da receita original, de meia chávena para um terço, uma vez que já tinha o mel. Para o meu gosto atual ficou bom assim.
Quero frisar que, obviamente, este blogue não é, nem pretende ser, especialista em culinária sem glúten, ou em alimentação em geral. Apenas estou a partilhar a experiência dos meus modestos primeiros passos neste processo de procurar uma alimentação mais saudável. Aqui no blog, tenho partilhado apenas as experiências nos doces, mas também já fiz algumas tentativas nos salgados que correram bem. Qualquer dia também vou partilha-las aqui.
domingo, 13 de abril de 2014
Uma pequena história sobre uma orquídea
Há alguns dias atrás, de manhã, quando me aproximei do meu carro, estava uma orquídea presa no limpa para-brisas. Peguei nela, e guardei-a dentro do carro, junto às mudanças. Andou ali uns dias a alimentar a imaginação de uma mulher que há muito se tornou desencantada.
Como é que ela teria lá ido parar? Foi uma coincidência, um simples acaso ou um engano? Foi propositado? Foi um presente de um admirador?
Se sim, quem?
Não sei, mas alguém me disse que mesmo que não saiba o quem, como ou porquê da situação posso sempre encará-la como um presente da vida, um presente que devo agradecer. Acho que sim. Obrigada vida, pela orquídea e por tudo o resto.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Padrões estéticos na cozinha
"Agora, por quê temos esse culto à beleza alimentar e não podemos vender uma farinha meio amarronzada, ou achar um arroz integral mais interessante que o branco, ou até mesmo uma torta feita de farinha integral mais bonita que uma feita de farinha branca??? Temos que mudar nossos conceitos estéticos e de beleza não só nos homens e mulheres da sociedade como também na alimentação. Assim poderemos consumir menos química e sermos mais saudáveis apenas mudando um pensamento!!!
Viva aos padrões NATURAIS de beleza!!!"
Bela Gil, no seu blog
No post anterior queixei-me de que o bolo ficou feio. Retiro o que disse, o meu bolo não é feinho, ele é lindo à sua maneira. Vamos acabar com todas as ditaduras estéticas, até mesmo as culinárias :)
Bolo de banana sem gluten
Queria fazer um bolo com a farinha de arroz, mas como não encontrava nenhuma receita que me agradasse, comecei a inventar. Como tinha bananas, lembrei-me de fazer um bolo de banana levemente inspirado neste. Acabou por ser uma adaptação muito, muito livre.
O bolo ficou muito feinho como podem ver pela fraca foto (decididamente tenho que aprender a tirar fotos de interior). Parecia que não estava assado, mas estava. Já os biscoitos que fiz com esta farinha também ficaram assim descorados, acho que é a ausência do glúten que lhes dá esta cor. Ficou também muito baixinho, mais uma vez a ausência de glúten em acção. Mas também, o meu objectivo não é fazer bolos bonitos, mas sim fazê-los de forma a que me façam sentir bem.
Fica a receita:
2 bananas maduras
150 gr farinha de arroz
100 gr açúcar amarelo
3 ovos
meia chávena de manteiga
meia colher de chá de canela
1 colher de chá de fermento
Bata os ovos com o açúcar amarelo. Acrescente a manteiga e vá batendo sempre. Com um garfo faça uma papa das bananas e envolva com a canela. Acrescente a papa de banana e depois a farinha e o fermento batendo sempre. Asse em forno pré-aquecido por aproximadamente 35 minutos.
Fica pouco doce, como era suposto. Quem quiser mais doce é só aumentar a quantidade de açúcar.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Gone Girl
Em Parte Incerta (Gone Girl) de Gillian Flynn, é sem dúvida o livro que mais gostei de ler nos últimos tempos. Surpreendente. Soberbamente bem escrito. Espero que façam alguma coisa decente com o filme que aí vem. Neste momento estou desejosa de começar a ler Lugares Escuros (Dark Places).
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