quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sobre a crise...


Portugal está à beira da bancarrota. Os sucessivos governos não foram capazes de equilibrar as finanças públicas, nem de criar prosperidade económica no sector privado. Estamos falidos. Estamos de rastos.

Pede-se austeridade, mas esta só parece atingir os mais fracos.
Corta-se o abono de família e os ordenados dos funcionários públicos, mas não se cortam os dos gestores da Caixa Geral de Depósitos.

Pede-se aos portugueses que poupem, mas quem consegue poupar se os salários são cada vez mais baixos e sem perspectiva de aumentos nos próximos tempos?

Eu sei que muita gente se deixou levar pela facilidade de créditos e tentou viver acima das suas possibilidades. Esses são responsáveis pelos seus actos. Mas não foram os cidadãos que se encontram em situação de crédito malparado que puseram o país nesta situação. Parece-me a mim que o problema é que o País como um todo (o Estado e as Empresas) andou a viver tempo demais acima das suas possibilidades, o país como um todo (o Estado) é que se endividou de forma brutal. E agora todos pagamos.

E parece-me que isto não tende a melhorar nos próximos tempos.

4 comentários:

Beth/Lilás disse...

Oi, amiga!
Estamos acompanhando toda esta dificuldade que os portugueses estão a sentir, mas nós cá já passamos por muitos momentos como este e o que eu digo é que não se desesperem e não se endividem num momento como este.
Desejo força e garra a este povo guerreiro. Força Portugal!
bjs cariocas

Heloísa disse...

Isabel,
Essa situação é muito triste.
Não entendo de economia, muito menos da economia do mercado comum europeu, mas acho que os países que não tinham uma condição de folga ficaram com mais dificuldades com a adoção do euro, e das medidas comuns.
Estamos vendo, também, a Grécia e a Irlanda, em situação muito difícil.Torço por uma boa solução.
bjs

Dani disse...

Aqui, a coisa está feia também. Não se fala em bancarrota, mas em medidas de austeridade que, claaaro, só atingem os mais vulneráveis. Um exemplo de medida de cortes de gastos é uma redução do contingente policial, ao mesmo tempo em que decidiram que não vão manter certos doentes mentais na prisão, e que vão diminuir a iluminação de rua em várias localidades - faça a aritmética.
Senti este clima de melancolia quando fui à França também. Enfim, eu espero muito que Portugal comece a se recuperar, mesmo, que todos já estão cansados deste clima horrendo de recessão.
Um beijo,

Maldonado disse...

A crise não se deve só à ganância do capitalismo, mas também à incúria de todos nós. Ou seja, se fossemos comedidos como os dinamarqueses, os quais preferem descontar para o fisco e consumir menos, sabendo que terão benefícios a posteriori, não viveríamos para a ostentação.
Enfim, a nossa latinidade é tramada...