quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Alimentação - O que podemos comer?


Nisto da alimentação, como em tudo na vida, é preciso equilíbrio e bom senso. Eu já aqui disse, que não vou riscar nenhum ingrediente da minha alimentação apenas reduzir alguns que acho que me fazem mal: o açúcar, o glúten e o leite. Reduzir não é cortar radicalmente da nossa dieta. Na minha opinião uma alimentação bem variada é a mais saudável de todas. Se abusamos de alguns ingredientes e eles nos fazem mal é mais provável que venhamos a sentir os seus efeitos negativos, mas se variarmos bastante a nossa alimentação mais dificilmente seremos contaminados pelos efeitos negativos dos alimentos.
Digo isto porque acabei de ver num artigo no Facebook, que a linhaça, um alimento altamente elogiado pelas suas qualidades, e que eu consumo com alguma regularidade, está contaminada com excessivos níveis de estrogénio o que pode ser muito prejudicial para a saúde. Afinal o que podemos nós comer?

Linhaça
Se levarmos em consideração cada novo estudo que surge diariamente, deixamos de comer por completo. Acredito que a linhaça tenha algum tipo de contaminação, como aliás quase todos os alimentos atualmente, mas nós não precisamos de comer linhaça todos os dias. Assim como não precisamos de comer trigo todos os dias. Eu costumava comer trigo/glúten todos os dias, praticamente a todas as refeições, agora como talvez uma refeição com trigo/glúten dia sim dia não.

Na minha modesta opinião, ao riscarmos um elemento radicalmente da nossa dieta, podemos inadvertidamente substituí-lo por outro que poderá fazer tão mal ou pior.
 
Por isso para mim, o melhor continua a ser variar o mais possível.
 
Se uma pessoa leva isto demasiado a sério enlouquece, por isso é preciso calma na hora de mudar a alimentação e muita calma na hora de dietas radicais.
O meu lema continua a ser procurar o equilíbrio, sempre.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Bolo de Cenoura sem glúten

Continuando neste processo de estudar e experimentar receitas sem glúten deparei-me com este blog. Nele já encontrei várias receitas interessantes e também várias dicas para tornar os bolos/biscoitos/etc sem glúten mais saborosos. Descobri por exemplo que um bolo sem glúten, para ficar mesmo bom, deve misturar várias tipos de farinhas e ingredientes de várias texturas para ficar com uma consistência mais agradável.
Há já algum tempo que andava à procura de um bolo de cenoura alternativo à clássica receita que todos conhecemos. 
 
 

Inspirei-me neste bolo de cenoura e o resultado foi mesmo muito bom. Usei esta farinha, que é uma mistura de farinha de milho, mandioca, arroz, batata e trigo sarraceno.

Como fiz algumas alterações fica aqui a receita:

Ingredientes:

3 ovos
2 chávenas de farinha sem glúten
1 chávena de açúcar amarelo
1 iogurte natural
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de gengibre
4 cenouras
1/3 chávena de passas douradas
1/2 chávena manteiga sem sal

Começar por bater os ovos; depois juntar a manteiga derretida e bater com os ovos; acrescentar o açúcar amarelo e bater até ficar macio. Juntar o iogurte, o mel a canela e o gengibre. Acrescentar a farinha batendo sempre. Acrescentar as cenouras finamente raladas e as passas e mexer com uma colher de pau.
Assar em forno pré-aquecido durante aproximadamente 45 min.
 
Como estou nesta viagem de reduzir também o excesso de açúcar, reduzi a quantidade de passas da receita original, de meia chávena para um terço, uma vez que já tinha o mel. Para o meu gosto atual ficou bom assim.
 
Quero frisar que, obviamente, este blogue não é, nem pretende ser, especialista em culinária sem glúten, ou em alimentação em geral.  Apenas estou a partilhar a experiência dos meus modestos primeiros passos neste processo de procurar uma alimentação mais saudável. Aqui no blog, tenho partilhado apenas as experiências nos doces, mas também já fiz algumas tentativas nos salgados que correram bem. Qualquer dia também vou partilha-las aqui.

domingo, 13 de Abril de 2014

Uma pequena história sobre uma orquídea

Há alguns dias atrás, de manhã, quando me aproximei do meu carro, estava uma orquídea presa no limpa para-brisas. Peguei nela, e guardei-a dentro do carro, junto às mudanças. Andou ali uns dias a alimentar a imaginação de uma mulher que há muito se tornou desencantada.
 
Como é que ela teria lá ido parar? Foi uma coincidência, um simples acaso ou um engano?  Foi propositado? Foi um presente de um admirador?
Se sim, quem?

 

Não sei, mas alguém me disse que mesmo que não saiba o quem, como ou porquê da situação posso sempre encará-la como um presente da vida, um presente que devo agradecer. Acho que sim. Obrigada vida, pela orquídea e por tudo o resto.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Padrões estéticos na cozinha

"Agora, por quê temos esse culto à beleza alimentar e não podemos vender uma farinha meio amarronzada, ou achar um arroz integral mais interessante que o branco, ou até mesmo uma torta feita de farinha integral mais bonita que uma feita de farinha branca??? Temos que mudar nossos conceitos estéticos e de beleza não só nos homens e mulheres da sociedade como também na alimentação. Assim poderemos consumir menos química e sermos mais saudáveis apenas mudando um pensamento!!!
Viva aos padrões NATURAIS de beleza!!!"

Bela Gil, no seu blog 

No post anterior queixei-me de que o bolo ficou feio. Retiro o que disse, o meu bolo não é feinho, ele é lindo à sua maneira. Vamos acabar com todas as ditaduras estéticas, até mesmo as culinárias :)

Bolo de banana sem gluten

Queria fazer um bolo com a farinha de arroz, mas como não encontrava nenhuma receita que me agradasse, comecei a inventar. Como tinha bananas, lembrei-me de fazer um bolo de banana levemente inspirado neste. Acabou por ser uma adaptação muito, muito livre.
 
O bolo ficou muito feinho como podem ver pela fraca foto (decididamente tenho que aprender a tirar fotos de interior). Parecia que não estava assado, mas estava. Já os biscoitos que fiz com esta farinha também ficaram assim descorados, acho que é a ausência do glúten que lhes dá esta cor. Ficou também muito baixinho, mais uma vez a ausência de glúten em acção. Mas também, o meu objectivo não é fazer bolos bonitos, mas sim fazê-los de forma a que me façam sentir bem.
 

 
 
 
Fica a receita:
 
2 bananas maduras
150 gr farinha de arroz
100 gr açúcar amarelo
3 ovos
meia chávena de manteiga
meia colher de chá de canela
1 colher de chá de fermento
 
Bata os ovos com o açúcar amarelo. Acrescente a manteiga e vá batendo sempre. Com um garfo faça uma papa das bananas e envolva com a canela. Acrescente a papa de banana e depois a farinha e o fermento batendo sempre. Asse em forno pré-aquecido por aproximadamente 35 minutos.
 
Fica pouco doce, como era suposto. Quem quiser mais doce é só aumentar a quantidade de açúcar.

segunda-feira, 31 de Março de 2014

Gone Girl

 
Em Parte Incerta (Gone Girl) de Gillian Flynn, é sem dúvida o livro que mais gostei de ler nos últimos tempos. Surpreendente. Soberbamente bem escrito. Espero que façam alguma coisa decente com o filme que aí vem.  Neste momento estou desejosa de começar a ler Lugares Escuros (Dark Places).
 
 

sábado, 29 de Março de 2014

Não sei o que se passa comigo. Eu, que até há bem pouco tempo era uma cinéfila inveterada, perdi completamente a vontade de ir ao cinema ou mesmo de ver os filmes em casa. Não tive vontade de ver os candidatos ao Oscar, aliás, só hoje vi o vencedor e não achei nada de especial. 12 Anos Escravo é demasiado longo e muito fraquinho. Uma história terrível, que obviamente deve ser lembrada, mas o filme em si, como obra de arte, não me disse muito. 
Enfim, a vontade cinéfila está em baixo. Tenho imensos filmes em casa para ver, mas arranjo sempre qualquer outra coisa para fazer. No outro dia comecei  The Monuments Men e não consegui nem chegar ao meio. Achei tremendamente chato e não me agarrou.
Por outro lado, ando entusiasmadíssima com as minhas séries.