sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ir à terra

Muitos lisboetas têm outra terra para além da sua Lisboa natal, que é a terra dos seus pais ou dos seus avós. Eu tenho a sorte de ter duas terras. A terra do meu pai e a terra da minha mãe, mas apesar de adorar o Alentejo, (terra do meu pai), para mim "ir à terra" sempre foi ir à Beira Alta.

Já há algum tempo que não ía até à Beira Alta e confesso que só quando lá cheguei percebi as enormes saudades que tinha e de como a Beira Alta é também a minha terra.

Que saudades das casas de pedra, dos muros a delimitar os terrenos, dos pinheiros, dos castanheiros, dos carvalhos. Que saudades dos pequenos terrenos cultivados com feijão, milho, vinhas, batatas... Aqui cada um planta para si e para a sua família e quando há fartura ainda chega para os vizinhos.

Que saudades das manhãs frescas, envoltas em neblina e do sol quente que descobre por volta do meio-dia.


Fui à terra matar saudades.

Castanheiro carregadinho de ouriços que vão abrir e dar belas castanhas

7 comentários:

Chica disse...

Lindas recordações e belas fotos! Adorei a casa!beijos,chica

Luciana Håland disse...

Acredito que quando vamos a lugares assim, cheias de saudade, recarregamos as baterias.

Adorei as fotos.

Beijo e um ótimo fim de semana.

Inside me disse...

Nada como aproveitar bem as férias :-)

Ir à terra... é ter outro ritmo de vida... e lembrar que nem tudo é agitado como a cidade... è uma paz...

Sentimo-nos livres...

beijos

Claudia disse...

Isabel, que fotos lindas, que lugar delicioso, uma espécie de Toscana portuguesa. Adorarei conhecer a Beira Alta algum dia é o tipo de canto que me atrai.

Até hoje o que conheço da Beira Alta é apenas a marca de azeite e de azeitonas portuguesas que se vende no Brasil que nem sei se vem mesmo dessa região.

Bj.

C.

Cenourit@ disse...

Ir à terra e deixar a cidade por uns dias é fantástico mesmo! E que bela terra!

beijocas***

Dani disse...

Olha que eu não sabia como chamar esses "ouriços", para mim são todos mamonas ;-) Adorei!
A terra da mãe da gente sempre tem um apelo a mais, eu acho, é algo orgânico e instintivo.
Beijos!

Liliana Sampaio disse...

Pois, como não sou lisboeta, tenho apenas uma terra, a minha, que não é muito diferente da tua. Também aqui as casas têm um quintal e cada um trata do seu pedaço de terra e também aqui, quando há abundância, reparte-se pelos vizinhos... Gosto desta maneira de viver - embora não saiba sequer pegar numa enxada (algo que quero mudar futuramente)...

Os ares das terras mais "pequenas" fazem-nos bem. Vivi no Porto durante quatro anos e a diferença é abismal. Embora goste muito da cidade, não há nada como este sossego...