segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Dama de Ferro



Não sabia muito sobre Margaret Thatcher. A ideia que tinha era de uma política conservadora, implacável na concretização das suas ideias políticas. Via a governação de Thatcher como uma época de muitas medidas duras, muita contestação popular e  uma guerra à mistura. O filme confirmou todas essas ideias, mas deu a conhecer um lado mais íntimo e pessoal que gostei de conhecer, como por exemplo a sua luta para vencer num mundo de homens. Ainda hoje não existem muitas mulheres chefes de governo no Mundo. E isto porquê? Porque poucos homens se sentem bem no papel de marido de uma política profissional. É quase como ser o príncipe consorte, aquela figura que deve estar firme ali do lado, mas de preferência calada e discreta. Margaret Thatcher parece ter tido um marido que  sempre a apoiou na sua carreira política, que cuidou dos filhos quando foi preciso, que "segurou a casa e a família". O filme deixa transparecer algum ressentimento dos filhos em relação à ausência da mãe.
Ainda hoje é assim não é? Para se dedicar a fundo à carreira política uma mulher tem de ser solteira ou uma mãe ausente. Terá que ser mesmo assim?

PS: Meryl Streep está muito bem no papel de Thatcher, mas o contrário também não seria de esperar. Curiosamente, Meryl Streep conseguiu aparentemente conciliar uma carreira produtiva com uma família numerosa e unida. Será possível em todas as áreas menos na política?

6 comentários:

Ana Rita disse...

forifQuero muito ir ver este filme!
Meryl Streep será sempre Meryl Streep. . . uma mulher e pêras!!
Bjs

Heloísa disse...

Isabel,
Acho que quero ver esse filme mais pela Meryl Streep.
Você confirmou o que eu pensava.
Beijo.

Cenourit@ disse...

Sou uma fã incondicional da Meryl Streep e quero muito ir ver este filme :)

Beijocas***

Cláudia disse...

A grande dama Meryl Streep, que perdeu o sapatinho a caminho do palco... :) mas claro que não perdeu a pose, continuou o seu caminho, e o "súbdito" que apanhasse o sapato... :))

É uma actriz grandiosa, e já atingiu um estatuto em que tudo o que toca vira ouro.

Beth/Lilás disse...

Estou aqui louquinha para ver mais esta nova atuação de La Streep, ela é a maior atriz do mundo, pelo menos para mim.
Dizem que ficou tão incrivelmente incorporada no papel da dama de ferro que a gente sai do cinema achando que viu a própria.
Mais um ótimo filme para ver nesta época de carnaval e feriados.
beijinhos cariocas

Lúcia Soares disse...

Certamente Meryl brilhou.
Mas Margareth pagou o preço, a vida cobra muito das mulheres. Acho que não só na política, mas em toda área onde a mulher se projeta. Um marido compreensivo, amoroso, atento, tem que estar por trás. Ou ao lado.
Mas a maioria não enfrenta bem a situação da mulher ser melhor sucedida que ele. Geralmente elas acabam sozinhas, ou com homens oportunistas.