segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Muitos anos depois...

..., diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e cana, contruídas nas margens de um rio de águas tranparentes que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos."

Assim começa Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O livro andava cá por casa há muito tempo, mas sempre adiei a leitura, por ter um "problema" com livros muito grandes. Já tinha lido García Márquez e gostado muito de alguns livros, como Do Amor e Outros Demónios, mas nada me preparava para este portento. Que livro maravilhoso. Desde a primeira linha ficamos presos à mágica história da família Buendía,  sem conseguir resistir aos encantos de personagens tão fascinantes. A própria povoação onde a história decorre, Macondo, é quase uma personagem com vida própria e tão fascinante como as humanas. O final do livro é arrebatador. Tão bem escrito que até emociona. Adorei.

Fiquei também feliz por saber que o livro está a ser traduzido para a língua indígena wayuunaiki dos índios Wayúu, habitantes do norte da Colômbia. É sempre bom saber que cada vez se dá mais importância à preservação das línguas e das culturas indígenas.

3 comentários:

Liliana Sampaio disse...

Parabéns pela escolha, Isabel! É um dos livros da minha vida... :)

Moira disse...

Eu adoro toda a obra do Gabriel Garcia Marquez, um dos meus autores sul americanos preferidos.
Esse é um livro fantástico que já li e reli e continuo a adorar. Já agora recomendo "Crónica de uma morte anunciada" e "O amor em tempos de Cólera"
Beijocas e um fantástico 2011 para ti e família

pat disse...

Isabel, você vai gostar, tenho certeza. Tenho uma história parecida com "O Amor nos tempos do Cólera". Achava o início insuportável e nunca o lia, até que, ao ficar ilhada em uma casinha de praia, sem radio ou tv(que dirá net), o único que me sobrou foi ele. Dei uma risada "não é possível, este não!!" Qual minha surpresa, se eu tivesse ao menos chegado ao fim do primeiro capítulo antes! Amei o livro, não o largava por nada. E até hoje é um dos meus preferidos.
Boa sorte,
Pat