quarta-feira, 25 de março de 2009

Comércio Justo


Na escola onde trabalho, uma professora organizou com os seus alunos uma banquinha de produtos de Comércio Justo. Para quem não sabe, o Comércio Justo é um movimento social e económico que incentiva as exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, essencialmente de produtos agrícolas e artesanais. Todas as organizações envolvidas no circuito do Comércio Justo devem obedecer aos seguintes princípios:

- A preocupação e o respeito pelos pequenos produtores assegurando que eles recebem o preço justo pelo seu trabalho.

- A preocupação e o respeito pelo ambiente; muitos destes pequenos produtores efectuam uma agricultura biológica.

- A promoção de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

- A protecção das crianças, não utilizando o trabalho infantil.

- A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis a longo prazo.

Por todas estas razões, lá fui eu à banquinha ver o que podia comprar. Havia café, chá, biscoitos e chocolates. Eu, claaaaaaro, optei pelo chocolate recheado de praliné, que eu adoro.

Os chocolates Mascao são feitos na Suíça, mas o cacao é produzido na Bolívia e na República Dominicana por pequenos produtores. E digo-vos que é muuuuuuuito bom. Vá lá, façam qualquer coisinha pelo mundo, comprem produtos do Comércio Justo. Vão ver que não custa nada.

12 comentários:

Cláudia M. disse...

Esse é sem dúvida um excelente exemplo a seguir. O comércio justo é um conceito óptimo. Há que ajudar os peixinhos, em vez de continuar a engordar os tubarões!

Não te esqueças é de comprar um chocolatinho para o je...
bjs

Inside me disse...

Olha lá... o que não é justo...

...é não ofereceres um bocadinho!! nada justo mesmo!

e o quanto me apetecia!!

beijos

Heloísa disse...

Isabel,
Como seria bom se esse "comércio Justo" se tornasse a regra.
Seus princípios são fantásticos.
Você soube escolher bem, não?
Beijos

ameixa seca disse...

Nunca vi esses produtos à venda. Acho muito bem que ajudem quem mais precisa. Os governos é que deviam incentivar ainda mais estas iniciativas!

Tangerina disse...

No Natal comprei alguns presentes na loja que existe na baixa, os produtos são óptimos.

Beijinhos,

Carlota

Noémia disse...

Já conheço o comércio justo há uns anos(ou não tivesse eu uma filha que me educa, nessas coisas).:)
Há algumas lojas só com esse tipo de produtos e algumas que têm de tudo e também esses produtos.
Agora, cá para nós, tinhas que ir logo ao chocolate,né?

TiTó disse...

Ola :) td bem?
Olha deixei-te um desafio no meu blog :)
Bom Fim-de-Semana
Bjs*

Claudia Madureira disse...

Olá Isabel,

Artigo interessante, se toda as pessoas optassem pelo Comércio Justo seria óptimo.

Bom fim de semana.

Beijinho

Claudia disse...

Isabel,

aqui nesta Noruega o 'fair trade' é uma mania mas o número de produtos além de restrito não são de qualidade. O café é péssimo e os chocolates são super amargos, queimadinhos, sabe como é?

Eu estudo este comércio e sou uma crítica ferrenha dos padrões usados pelas empresas que auditam o comércio considerado 'justo'. Não há uma definição claro para o julgamento do que é 'justo'.

Olha, se você quiser fazer as colagens com as fotos a melhor maneira é através do picasa do google. Eu estou brincando bastante com as minhas fotos. Dá para fazer no photoshop também mas é mais complicado.

Bj,

C.

Claudia disse...

Isabel,

Na língua inglesa existem dois termos: o 'fair trade' e o 'trade justice', eu defendo o segundo, que é bem diferente do primeiro. Em português os dois termos se confundem um pouco mas o que eu defendo é 'justiça comercial' e não 'comércio justo' que demanda menos protecionismo nos países desenvolvidos em relação aos produtos agrícolas produzidos nos países menos desenvolvidos.

Se os produtores dos países menos desenvolvidos venderem mais eles ganham mais e vivem melhor sem precisar de 'esmolas' dadas pelos consumidores dos países desenvolvidos que aceitam pagar mais por um produto nem sempre bom.

Em teoria não seria preciso pagar mais por um produto orgânico de qualidade produzido fora da Europa, para isso precisa-se apenas taxar menos e para se taxar menos precisa-se pagar menos subsídios aos produtores dos países desenvolvidos que competem deslealmente com produtores de países menos desenvolvidos.

Já pensou se a mesma lógica do subsídio fosse aplicada aos produtos industrializados, não haveria a mesma abundância nos países industrializados do jeito que há hoje.

A lógica do comércio é muito simples, milenar, mas andam adulterando os princípios para beneficiar apenas os países desenvolvidos, em todas as suas esferas de produção. O problema agora é quem vai poder vender, aonde, o que e
para quem? Se é que você me entende.

Já as empresas que auditam o fair trade geram mais empregos na Europa do que nos países em desenvolvimento que pretendem ajudar. Não alteram em nada a lógica perversa do mercado de commodities. Muito pelo contrário, o reproduzem.

Falei demais (risos!)

C.

Isabel disse...

Cláudia, obrigada pelos esclarecimentos. Os consumidores em geral não estão bem informados sobre o funcionamento do mercado.
É sempre bom saber mais sobre o assunto para poder tomar decisões conscientes na hora de comprar.
Bjs

Consultora Educacional disse...

Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver nosso Curso de Ingles. Melissa