terça-feira, 16 de junho de 2009

A Saúde no Séc. XIX

Estou atarefadíssima a terminar uma tradução com um deadline muito apertado - a próxima sexta-feira. Por isso não tenho postado, nem visitado os vossos blogues como queria, mas o dever fala mais alto!

Este último texto que estou a traduzir é bastante interessante, mostrando uma perspectiva histórica da saúde e como esta era vista ao longo dos tempos. Fiquem com este bocadinho:

"Para explicar porque a cólera tinha atacado os pobres, os médicos do início do século XIX afirmavam que a cólera podia apenas atacar indivíduos que tinham enfraquecido os seus corpos vivendo uma vida imprópria (Rosenberg, 1987). De acordo com esta teoria, os pobres causavam as suas próprias doenças, primeiro porque não tinham a iniciativa necessária para escapar à pobreza e depois por escolherem comer uma dieta pouco saudável, viver sem condições de higiene ou beber demasiado álcool. Assim, por exemplo, o Conselho Médico da Cidade de Nova Iorque concluíu em 1832 que “a doença na cidade está confinada aos imprudentes, aos intemperados e aos que se prejudicam a si próprios tomando medicamentos impróprios” (Risse, 1988).

Interessante, não acham? Bem, interessante ou não, tenho que voltar para ele.

Bye, bye e fiquem bem.
Adenda:

Enquanto trabalho tenho sempre ao pé de mim, isto:
E mais isto:
O chocolate faz activar o cérebro!!! Será desta que eu engordo uns quilinhos?

8 comentários:

Cláudia M. disse...

Que discriminação! Já não bastava serem assim tão pobres e estarem doentes, e ainda eram acusados de serem responsáveis pela sua própria desgraça??

Bolas!!

É certo que muitas pessoas são responsáveis por situações em que se encontram, mas não exageremos... :)

Bom trabalho!

ameixa seca disse...

Credo, que visão tão pouco humana da saúde. Os pobres lá têm culpa? Alguns médicos são mesmo insensíveis :) Como raio se escapa à pobreza? Como é possível comer saudável sem ter dinheiro para o fazer? Nessa do álcool estou de acordo, se não há dinheiro para comer saudável também não deveria haver para apanhar borracheiras :) É o chamado xarope caseiro... a bela da pomada he he

Noémia disse...

Minhas queridas, isso era no séc.XIX.
Agora estamos no séc.XXI, não é nada disso. Não há pobrezinhos, todos comem muito saudavelmente no McDonald, os hospitais privados crescem como cogumelos neste belo jardim à beira-mar plantado, há dinheiro a rodos e quem se atrever a ter cólera leva um choque tecnológico ou é despachado em grande velocidade no próximo TGV que passar aí no Rossio! :)

Cláudia M. disse...

Alegria no trabalho!!!

esses neurónios vão ficar hiper-fortalecidos! :)

Luciana Håland disse...

Só fui ver seu post agora, acho que não está subindo na minha lista lá do blog, que é por onde acompanho as atualizacões. Então cheguei à conclusão que preciso me atualizar mais e ver outra forma de acompanhar, vi um tal de feed, mas não sei como funciona. Ai meus sais, sou lenta com isso.
Achei interessante isso que você colocou sobre saúde, seu trabalho atual, boa informacão, eu não conhecia essa "teoria".

Bom trabalho.
Beijo

Abóbora Amarelinha disse...

O meu amor grande devora livros, guarda religiosamente os que lê, não empresta porque diz que tira o cheiro, e não pede emprestado, porque tudo o que lê tem que ficar para ela, e todos os livros dela parece que nunca foram abertos.
Em conversa disse-lhe que tinha uma amiga blogueira que fazia traduções, ficou fascinada!
Já te foi cuscar, mas como anda com pouco tempo, não te bombardeou com perguntas...mas prepara-te! lol
beijinhos, linda

Inside me disse...

Bem... tenho de comer muito chocolate...
...a ver se me activa o cerebro... ultimamente anda nada bem...

..desculpa não comentar mais vezes...mas nem sempre a disposição é a melhor...ando a ver se recupero..

...tenho visto os posts... alguns devia ter comentado...

Beijos e boa saude neste seculo.

Maldonado disse...

Bem, não convém engordares uns quilinhos, senão depois não cabes no bikini... :))
Quanto à citação, olha que não é de todo inverosímil, pois a história tem demonstrado que existe uma interligação entre as condições económicas e a qualidade de vida de cada um.