sexta-feira, 3 de junho de 2011

A minha versão


Adoro Paul Giamatti. Gosto da imagem dele tão diferente das típicas estrelas de cinema. Gosto da forma maravilhosa como dá vida a personagens "normais" e precisamente por isso, riquíssimos. Ele nunca é o galã, ele nunca é o herói, ele nunca é o príncipe que a menina sonhadora acha que encontrou, ele é sempre o homem comum, muitas vezes o looser, ou o tipo azarado que não tem sorte na vida nem no amor.


Em Barney's Version é também um tipo comum, com defeitos e qualidades. Não é certamente o príncipe encantado, mas também não é o sapo. Pura e simplesmente não é perfeito, mas quem é? Comete um erro e paga por isso, como tem de ser. Quantos safados cometem mil erros e nunca pagam por isso? Esses, os que se safam sempre, por mais porcarias que façam, os espertos desta vida, esses é que são os verdadeiros sapos.


O título em português não poderia deixar de ter a palavra amor, claro, assim ganhou o nome de A Minha Versão do Amor. É impressionante a quantidade de vezes que a versão portuguesa acrescenta a palavra amor a um título original. Só posso deduzir que o amor vende muito em Portugal.
Mas o filme não é só sobre o amor, isso seria muito redutor, o filme é também sobre escolhas, erros, tropeções da vida, acidentes de percurso, a doença e a importância das ligações familiares e sociais.
Em suma, gostei de rever o meu amigo Paul, num dos seus papéis de gente comum, os melhores e os mais interessantes, na minha humilde opinião.

8 comentários:

Lúcia Soares disse...

Anotado para assistir quando sair em vídeo. Não gosto de ir a salas de cinema, pelo barulho e o ar gelado.
Gosto de assistir em casa, sossegadamente. Se perco um lance, volto a fita...
Bom fim de semana!

Heloísa disse...

Oi, Isabel,
Adorei sua descrição do filme.
Vou ver se está passando por aqui, para poder assisti-lo.
Ao contrário da Lúcia, gosto de salas de cinema. Em casa sempre há interferências.
Beijo.

Isabel disse...

Queridas,
eu gosto de ver filmes em casa, mas na sala de cinema é outra coisa. É mais emocionante, a telona, o escurinho, o filme toca mais, eu acho.
Bjs

Dani disse...

Olá, querida!

Parece-me um filme interessante. Gosto dessas histórias de gente comum.
Eu não sei se tenho um ator assim de que goste por esses motivos, mas gosto de filmes com atores dos anos 80. Fazem-me sentir em casa, que não estou envelhecendo só.
Outro dia assisti ao "Portrait of A Lady". Adorei! É impressionante como o ritmo dos filmes mudou, é claro que um "filme de época" tende a ser mais lento, mas os filmes hoje em dia têm edição em ritmo de videogame. Não tenho paciência.
Um beijo, boa semana!

Isabel disse...

Querida Dani,
"The Portrait of a Lady" é uma obra de arte, não é? Maravilhoso. Concordo contigo, quando vou ao cinema fico stressada só de ver as apresentações daqueles filmes frenéticos que andam por aí, credo.
Também gosto de ver a passagem do tempo nos atores, não só nos do meu tempo, mas todos. A passagem do tempo no rosto de quem sabe envelhecer é uma coisa muito bonita. Claro que nós não gostamos que o nosso tempo passe, mas como é inevitável, mais vale ver a beleza da coisa :)
Bjs

Cenourit@ disse...

Eu gosto de assitir no cinema, mas acabo por ir pouco e esperar por ver em casa.
tens um dasefio na Tasca ;)

Beijocas***

pat disse...

Oi,Isabel, quanto tempo!
Também adoro ele, vc o assistiu em o "anti horói americano"? Este foi o título que deram aqui. Ele está maravilhoso como sempre.
Bjs
Pat

Isabel disse...

Cenourita,
desafio aceite!
Bjs

Pat, como estás?
Não cheguei a ver esse filme, mas falaram-me muito bem dele e da brilhante representação de Giamatti. Vou tentar ver em DVD.
Bjs