segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O pecado da gula


No Sábado à noite passou na Fox Life o filme A Festa de Babette, de Gabriel Axel, um filme do qual já tinha ouvido falar muito bem, mas que nunca tinha visto. O filme é realmente muito bonito e interessante. Para quem não conhece, a acção decorre numa pequena aldeia da costa da Dinamarca, numa comunidade muito religiosa e austera na segunda metade do século XIX. No meio desta comunidade surge Babette, uma cozinheira francesa que procura refúgio em casa de duas irmãs, filhas de um pastor protestante já falecido. Babette fica 14 anos a trabalhar para as irmãs, cozinhando todos os dias papas de pão e bacalhau cozido, a única comida permitida pela austeridade da comunidade. Todos os anos um amigo francês de Babette comprava um bilhete de lotaria em seu nome e ao fim de catorze anos ela finalmente ganha 10 mil francos. Babette decide então cozinhar um verdadeiro jantar francês, ao estilo do restaurante de luxo onde um dia fora chef, para a comunidade da pequena aldeia. No dia em que se comemora o décimo aniversário da morte do austero pastor que guiava a comunidade, esta é brindada com um verdadeiro banquete que a princípio eles juram não saborear mas que no fim acaba por transformá-los. Comer bem não é pecado. Os sabores mágicos de Babette serenam a alma, enriquecem o espírito e aumentam o amor dentro da pequena comunidade que se une outra vez como um todo. Um filme tão simples e tão lindinho. Amei.

8 comentários:

Sofia disse...

Fiquei curiosa com a tua descrição... vou ver se apanho uma repetição na TVCabo...

Eu hoje já cometi o pecado da gula... Um Kinder Delice dos novos... chocolate branco... ACONSELHO

Kiss Kiss

ameixa seca disse...

E eu sem cabo por estes lados... é por isso que as séries da Rtp2 marcham todas :) Essa filme parece-me excelente. Mas a senhora fazia sempre a mesma receita de bacalhau? Isso é que é tédio, sabendo que há 1001 maneiras de o cozinhar ;)

Isabel disse...

Migas, quando puderem vejam. É muito giro.

Em relação ao bacalhau, de certeza que eles não conheciam 1001 receitas, só mesmo uma. O simples bacalhauzito cozido sem graçola nenhuma. E isto tudo para não cometerem o pecado da gula!
Eu sou fã do Kinder Delice tradicional, tenho que provar esse novo. Hummmm

Pipas disse...

Ainda na sexta à noite ouvi falar muito bem nesse filme, infelizmente ainda não vi, mas depois de ouvir falar tão bem e da tua descrição vou ver se o consigo ver brevemente.
Beijo

Isabel disse...

Pipas, acho que vale mesmo a pena ver. Olha lá, já andaste assim por tantos mares? E se falasses disso no teu blog? Fiquei curiosa, adoro viagens.

Cláudia M. disse...

Gostei imenso do filme, embora me tenha perturbado um pouco: depois de 14 anos em "dieta forçada", gastar todo aquele dinheiro para voltar a ter a satisfação de cozinhar "em grande", para dar prazer a si própria e aos outros. Para ela foi maravilhoso, voltar a cozinhar todas aquelas delícias, mas ver o efeito que teve na comunidade, que andava desavinda, e acabou por se reconciliar, graças ao prazer da boa cozinha, tb seria um dos seus objectivos. Muito bom.

Feeling the words disse...

Eu tive pena de não ver esse filme, mas acho que têm semelhanças com o "Chocolate" de Juliette Binoche.

Pipas disse...

Eu na minha vida profissional sou militar da Armada, ou seja sou Marinheiro, já há 13 anos por isso é que já conheço algumas coisas por esse mindo fora.
Em relação a pôr isso no blog, é uma ideia que em princípio vai ser posta em práctica talvez já para o ano, quando voltar a embarcar.
Beijo