quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Seremos mesmo pestes?

Eu não gosto de fazer generalizações. Muito menos generalizações contra o meu género. Não gosto de dizer mal das mulheres como um todo. E também não costumo entrar na conversa de que as mulheres são todas muito mázinhas umas para as outras, umas verdadeiras pestes. E isto apesar de no meu trabalho eu verificar isso mesmo há mais de cinco anos.

Neste momento trabalhamos no mesmo espaço diariamente 13 mulheres, e infelizmente, é um inferno. Zangas constantes, diz que disse constante, todas dizem mal umas das outras, e eu no meio a tentar não dizer mal de ninguém e a ouvir todas.

Quando tínhamos dois homens a trabalhar connosco, eles conseguiam desanuviar o ambiente, faziam piadas, acalmavam os ânimos e nunca ouvi da parte deles qualquer tipo de intriga contra os restantes colegas. Será que aquilo que eu sempre neguei é mesmo verdade? Será que as mulheres são mesmo umas pestes umas para as outras? Será que em ambientes profissionais só masculinos não existe este tipo de confusões?

Apesar das evidências, como já disse, eu não gosto de generalizar. Talvez estas mulheres específicas sejam intriguistas e conflituosas por natureza. Talvez eu tenha tido o azar de ir parar ao pior galinheiro do país! Logo eu que sou uma pessoa de paz e que adoro tranquilidade no trabalho sou obrigada a viver no meio destas tricas e confusões que tanto me chateiam.

Segundo as filosofias new age , nós atraímos as pessoas às nossas vidas consoante a nossa conduta, o nosso estado de espírito, a nossa forma de encarar a vida, etc. Mas que raio, algo está mal com a minha aura, devo estar com um problema de comunicação com o universo! Quando é que eu começo a atrair pessoas peace and love como eu?

11 comentários:

Heloísa disse...

Isabel,
Parece que essa sua constatação, infelizmente, tem muito de verdade. Porque será que a intriga, no trabalho, se espalha com facilidade num grupo de mulheres?
Há o que fazer para melhorar isso?
Beijo.

ameixa seca disse...

Não é verdade, há mulheres e coisas que tentam ser mulheres :)
Eu trabalhei com 5 mulheres e era um verdadeiro ninho de cobras. Nunca me chateei com nenhuma lá dentro e eu era a boa disposição em pessoa, sempre alegre e a fazer piadas. Infelizmente, depois de sair de lá... soube que andaram a dizer mal de mim e decidi que gente assim não merece entrar na minha vida. O ambiente no trabalho é muito importante mas com os homens acontece o mesmo. Alguns são tanto pestes quanto as mulheres! Conheço casos assim em ambientes que só existem homens. É que a inveja não existe só nalgumas mulheres, os homens às vezes são piores :)

Liliana disse...

Tens toda a razão. As generalizações são perigosas e nem sempre se aplicam. De qualquer modo, entendo por que há muita gente a fazê-las em relação às pestinhas. É que há mulheres com quem é impossível conviver... Eu consigo trabalhar muito bem com homens e mulheres, mas reconheço que o trabalho com os homens é mais fácil, porque são pessoas com uma forma de pensar simples e objectiva. Por outro lado, o modo complicado de trabalhar tão típico das mulheres é que as leva a conseguir sempre os melhores resultados...
Enfim, há mulheres que são umas bestas e há mulheres que são fantásticas. Conheço uma série destas últimas, o que mostra que, de facto, não somos umas pestinhas umas para as outras...
Beijoca

Noémia disse...

Olha Isabel, não acho que seja a tua antena que ande com interferências e não consiga comunicar com o universo. Há pessoas boas e más de todos os sexos e em todos os lados. Infelizmente a coscuvilhice é o desporto nacional e é inculcado cá à malta desde o berço. As pessoas crescem tão habituadas a verem essas intriguices à sua volta, mesmo nas próprias famílias, que nem se questionam. Os que não são assim e se questionam é que são vistos como aves raras!
É mais um sinal da nossa falta de valores e de educação! :)

Isabel disse...

Heloísa,
sinceramente não sei. Eu própria procuro respostas. Talvez seja, como diz a Noémia, uma questão cultural que as mulheres ainda não conseguiram ultrapassar.

Ameixa,
o problema é esse. Conheces o ditado "nas costas dos outros vemos as nossas" e eu penso se dizem mal das outras o que dirão de mim quando não estou presente?
Mas tens razão, pessoas assim não interessam.

Liliana,
não dá mesmo para generalizar e longe de mim dizer que todas as mulheres são más umas para as outras. É claro que há mulheres fantásticas, mas logo no meu trabalho tinham que ser todas umas pestinhas!! Por isso estou a fazer um esforço para mudar de emprego :)
E espero que noutro sítio tenha mais sorte!

Noémia,
Olha que eu também acho que é uma coisa inculcada nas mulheres desde tenra idade. E uma coisa bem antiga que deve vir do tempo em que as mulheres estavam em casa e a única forma de passar o tempo era na coscuvilhice e na intriga. Talvez ainda sejam precisas algumas gerações para isso desaparecer.

Felizmente eu conheço mulheres maravilhosas, como todas vocês que vem aqui ao meu blog, para provar que as mulheres são fantásticas.
Bjs a todas

Cláudia M. disse...

Estou aqui com um grande sorriso, porque no meu actual trabalho dou-me lindamente com as minhas colegas: como sabes, não tenho nenhuma!! ÀS vezes é aborrecido, mas por outro lado é um descanso... :))

Mas realmente não se pode generalizar, eu já tive uma colega de trabalho que se tornou uma grande amiga, e isso é muito bom. Mas acho que na maior parte dos casos há mesmo muita intriga e corte na casaca, é uma coisa impressionante.
E depois é isso, nas costas dos outros vemos o que se passa nas nossas, essas pessoas viciadas em dizer mal umas das outras, não fazem excepção, quando uma vira costas, é logo essa a vítima...

Isabel disse...

Sorte a tua, maninha :)) Acho que o problema surge mais quando se juntam muitas mulheres e tu tens tido a sorte de trabalhar com poucas pessoas de cada vez, o que torna o ambiente mais leve:))

Abóbora Amarelinha disse...

Pois eu vou dizer uma frase que não gosto muito, e tambem não é muito adequada há situação, mas... " È uma questão de berço"
Como já muitas meninas disseram, a falta de valores e de educação que se dá ás crianças, resultam em seres humanos intragáveis.
E preparem-se porque esta geração vai ser bem pior.
Basta ver que se uma criança chega a casa e diz á mãe que o amigo lhe bateu, o conselho da mãe, é fazer pior, sem se preocupar sequer o porquê de ter acontecido.É claro que não podemos generalizar, mas a maioria é assim.
Entre outras coisas

Beijinhos e bom fim de semana

Claudia disse...

Isabel,

acho que você deu azar com essas aí pois eu sempre trabalhei com grupos grandes de mulheres, na redação de diversos jornais e nunca vi isto. Eu nunca tive problemas deste tipo na vida. Já tive problemas, isto sim, com homens desgraçados, elementos desagradáveis que em pouco tempo passaram e chatearam, mas se foram.

Na minha vida profissional de muitos anos eu tive muitas chefes mulheres, mais mulheres do que homens, todas inteligentes, generosas, admiráveis, maravilhosas em geral, todas são amigas até hoje, mantemos contatos etc... os três chefes homens que eu tive na vida foram problema, isso sim, não quero nem vê-los...

Acho que vc foi escolhida a dedo...

C.

Isabel disse...

Aboborinha,
podem bem ser uma questão de falta de educação. E espero que esta tendência não passe para os filhos, por que se não vamos de mal a pior!

Cláudia,
posso até parecer presunçosa mas eu sei que não mereço estar num lugar como aquele, por isso estou a lutar para mudar, mas não está a ser fácil. Mas a esperança não me abandona e um dia eu vou trabalhar num sítio agradável com pessoas (mulheres e homens)maravilhosas!

Bjs

Maldonado disse...

Explicações nem age à parte, a conflitualidade feminina é uma consequência duma distorcida educação de géneros imposta pela sociedade patriarcal.
Tendo em conta a mesma, as mulheres tendem relevar o lado intersubjectivo do trabalho, ou seja, criam mais laços afectivos no local de trabalho do que os homens, daí a razão de muitos conflitos pessoais entre mulheres.